Estou lendo um livro muito interessante. A amiga que me recomendou disse que eu deveria parar tudo o que estava fazendo e ir imediatamente comprar e ler o tal livro. Não fiz isso na hora mas na primeira vez em que passei diante de uma livraria. E o livro é bom mesmo. Trata do assunto mais subjacente em todos os papos e narrativas atuais: depressão. Há quem não saiba definir o que é, embora sofra disso, há quem pense que tristeza é depressão enquanto ela pode perfeitamente te assolar quando tudo parece bem e nada de muito grave esteja se desdobrando no horizonte de sua vida. É uma doença muito complexa e comum, O livro não é de nenhum médico mas de um escritor que colabora com a revista New Yorker, uma das mais renomadas do mundo, e com o The New York Times, aquele que o Caetano Veloso chama de jornaleco de meia-tigela mas que o resto do mundo respeita. Não nos esqueçamos de que para os Baianos o resto do mundo é, e tão somente, platéia. O baiano não nasce, estréia. E quem me disse isso era baiano.
Bom, recomendo a leitura pois muita compreensão e reflexão sobre fenômenos que ocorrem a todos, e que podem estar ocorrendo a você ou a alguém próximo, e podem trazer alívio ou até, sério, salvar e dar rumo a algumas vidas. Não é livro de médico e nem de psi. É de escritor.
Tenho pensado nisso. Mais do que as guerras ou as relações econômicas, as questões pessoais e interpessoais são o verdadeiro elemento de movimentação do mundo. O comunismo errou crassamente, e continua errando, ao avaliar que tudo o que acontece no mundo pode ser analisado e tratado sob a ótica da economia. Para os comunistas tudo são relações econômicas. A beleza, o dengo, a fé, a vaidade são, para eles, fatores descartáveis na medida em que cada um percebe que não é um indivíduo mas sim uma engrenagem social. Ou seja: robôs que trabalham para o bem do estado e sem a vaidade da felicidade pessoal são o que um comunista chamaria de proletário padrão. Traduzindo em miúdos: miséria para todos. Difere um pouco do capitalismo, na teoria, pois este prega a miséria para quase todos. Na prática não existe esquerda ou democracia. Qual a diferença entre Bush e Fidel? Ora os dois usam um discurso político para justificar suas pulsões assassinas e megalomaníacas. Deveriam ser apedrejados tanto pelos que defendem a democracia quanto pelos que lutam por justiça social. Fidel acha que todo mundo que pensa diferente dele merece o fuzilamento. em nome do bem. E se ele, o que é muito improvável, vier a mudar de idéia e abandonar o seu irredutível e exacerbado reacionarismo sectário? Será que ele se mataria? Duvido. Para um escroto, ditador e filho da puta só o sofrimento alheio é aceitável. Ele, embora diga-se ateu, imagina-se uma entidade divina. E o Bush é outro da mesmíssima laia. Embora esteja preocupado em arranjar uns bons negócios para os seus amiguinhos fabricantes de armas, os que financiaram sua campanha fraudulenta. São uns bostas e inimigos da felicidade internacional. Grandes incentivadores da depressão. O lula, que me perdoemque sequestravam embaixadores! Não eram da luta armada! Não dá nem pra dizer que o Fidel está no nível do Médici! Os dois são umas bestas mas o Fidel escolhe pra matar uns opositores muito mais comportados do que os que o Médici matava. Ou, já que não dá para ver nada de bom em nenhum dos dois, pelo menos o Médici durou pouco!!!!!! E isso é muito bom!!!!!! O Fidel tem que ser apedrejado em praça pública ontem!!!!! E o filho da puta do Lula tem que tirar a cabecinha de dentro da terra e tomar uma posição, caralho. Afinal esse é o nosso primeiro governo de esquerda!!! E não venha me dizer que o FHC era de de esquerda pois quem mandava no tempo dele era o ACM. Esquerda de cu é rola!
E a depressão rola solta. Muita gente sofrendo no oriente médio, na América, no Brasil, em Cuba, na Argentina. Não me parece que os baticuns das boates Techno, conclamando para a superficialidade, seja um bom antídoto. Não me parece haver rebeldia ou reflexão. O pessoal que saiu para se manifestar contra a invasão do Iraque nunca tinha se manifestado contra a ditadura do Iraque. E nem se manifestou sobre os assassinatos em Cuba. Um bando de maria-vai-com-as-outras sem nenhum julgamento político. São contra a América porque lá a distribuição de riquezas é melhor que no Iraque ou Cuba. E nunca vão saber disso. São contra os EUA porque aquele é um país rico. E São contra a riqueza. Pobreza para todos!!! Ditadura!!!! Censura!!!! Acho que a atual juventude brasileira é a mais conservadora e reacionária de todos os tempos. E foda-se se o poster do Che tá pendurado na parede. Não entenderam nada. Heloísa Helena é apenas uma adoradora do ódio. Não há amor naquela mulher. Lindbergh, francamente, não dá pra levar a sério. Ele critica exatamente os trâmites e negociações democráticos, indignado com tudo o que não é ditadura. E o povão ouvindo músicas baianas que dão ordem: abaixe a bunda, segure o joelho e coisa e tal. Lazer dirigido. Odeio isso. E odeio essa nova mania de Brasil exótico. De axé music. De mangue beat, de Carlinhos Brown. Porra, caralho, será que tudo o que parece macumba pra turista tem que ter nome estrangeiro? Tem que ser music, beat e brown? Não dá pra ser um nome em português por quê? Porque é endereçado ao ¿mundo¿. Ao turista que vem ver nossas coisas exóticas. E volto ao notório e conclusivo, pra não dizer definitivo e conclusivo conceito: exótico de cu é rola. Candy All? Vai se fuder!!!!
E há um jeito de lutar contra a depressão: amor e alegria. tolerância é fundamental. E, puta que me pariu. Vamos levar essa porra desse país um pouco mais a sério.
PS - embora eu tenha todos os motivos do mundo para criticar a esquerda brasileira quero dizer que nunca, sem exceção, votei em nenhum candidato que não fosse de esquerda. votei pouco, é verdade, mas sou eleitor do PPS e só voto no PT quando não tem outro jeito.